Composição Eletrônica Digital
Do que se trata?
Atualmente dá-se esse nome ao ato de se compor músicas usando como ferramenta um equipamento eletrônico digital, como por exemplo, um computador, ou então, um teclado sintetizador como os fabricados hoje em dia. Existem também os seguintes termos: "Tecnologia Musical" e "Informática Musical", sendo que, na minha opinião, são mais condizentes com o que realmente acontece. O termo "Composição Eletrônica Digital - C.E.D." pode sugerir para várias pessoas que o próprio equipamento eletrônico é capaz de compor músicas, o que não é usual. Compor sempre foi atribuição do compositor.
Quem pode realizar a C. E. D.?
Um músico compositor. O mesmo compositor que antigamente gastava folhas e mais folhas com pentagramas, agora dispõe de programas de computador capazes de editar partituras. Assim como os processadores de texto não fazem a redação do mesmo, os programas voltados para a música também não vão escrever a música no lugar do músico.
Em qual tecnologia são baseados esses programas?
Em uma tecnologia desenvolvida no inicio dos anos 80, com o objetivo de sincronizar vários teclados, ou várias vozes num mesmo teclado. O nome dessa tecnologia é: Musical Instruments Digital Interface (Interface Digital para Instrumentos Musicais), mais conhecida como MIDI.
Ela consiste numa tabela padronizada contendo 128 instrumentos, que na verdade são 128 timbres de sons sintetizados baseados em amostras de som (samples). Esses timbres devem obedecer a um padrão estabelecido, que associa cada item da tabela a um determinado instrumento, como descrito abaixo:
A esse padrão foi dado o nome de General MIDI. Todo teclado que tiver sido construído segundo esse padrão pode ser controlado por um computador, combinado com outro teclado, soando sempre os sons dos respectivos instrumentos, não importando qual o modelo ou fabricante do teclado.
Mais tarde essa tecnologia chega às placas de som dos computadores (não as placas comuns). Tendo essa placa instalada no computador, juntamente com os programas apropriados, é possível criar e executar seqüências MIDI no computador sem um teclado sintetizador, isto é, a placa de som (sofisticada) faz às vezes do teclado.
As placas de som
Há varias no mercado. Vamos citar algumas delas:
- MAudio Delta 44 Digital Audio Sound Card: uma placa profissional. Não se encontra no Brasil.
- Sound Blaster Live, Audigy, Audigy 2 e outras: placas semi-profissionas, encontra-se no Brasil em abundancia, mas as amostras de som não são de 1a qualidade. Ótima interface para aparelhos de som analógicos.
Os programas
Editores de partituras (com interface para o MIDI):
- Encore: o mais fácil de usar, porém, com menos recursos.
- Finale: O mais completo, porém, a interface do usuário não é tão amigável.
- Sibelius: intermediário entre o Encore e o Finale.
Todos estes executam o que se escreve, usando o MIDI da placa som.
Editores de arquivo MIDI:
- Cakewalk: o mais completo, mais estável na execução.
- Power Tracks: um ótimo programa, mas sua última versão foi para o Windows 3.11.
Editor de Áudio:
- Sound Forge: a principio desenvolvido pela Sonic Foundry até a versão 6. A versão 7 já é da Sony. Com esse programa é possível gravar o som (gravação digital) e editar o arquivo de áudio obtido, geralmente no formato WAVE.
Emuladores de Wave-Table:
São programas que trazem tabelas de amostras de sons, sendo que estes ficam armazenados na memória RAM. No geral, são desenvolvidos pelos fabricantes dos melhores teclados, como Roland, Yamaha, Korg e outros, trazendo sons de qualidade profissional.
Os mais utilizados são: Roland Virtual Sound Canvas e Yamaha XG.
Para saber mais
Para saber mais sobre C.E.D. e sobre os softwares e hardware, acesse a página dos fabricantes ou entre em contato.

